A mesma
parte de uma avaliação de que vivemos um momento muito difícil para o andamento do nosso projeto,
tanto no país como no estado.
Esse
é o debate que pretendemos fazer, nos Congressos Municipais, Estaduais e
Nacional da Articulação de Esquerda. O primeiro
já aconteceu, e foi na cidade de Porto
Alegre.
Em primeiro
lugar, acreditamos que este debate
precisa ser feito de forma coletiva,
ouvindo o conjunto
dos militantes da Articulação
de Esquerda e, numa segunda etapa, do Partido dos Trabalhadores; portanto, não
devem haver formulas mágicas e prontas que sejam oferecidas, de cima para baixo,
sem a devido diálogo com a base militante, seja ela política e social.
Como
disse a nossa nota da Executiva da AE Gaúcha de janeiro:
“Para
a Articulação de Esquerda, essa tarefa cabe ao conjunto da militância
filiada ao Partido dos Trabalhadores.
A
síntese que precisamos construir precisa ser resultado do
bom debate, em cada município, com uma grande mobilização que convoque os nossos militantes para a boa luta. Não acreditamos em vitória como
resultado de acordos superficiais e feitos pelo alto, excluindo os milhares de
lutadores e lutadoras que fazem parte do nosso partido.”
Em
segundo lugar, temos a convicção de que o
PT gaúcho precisa adotar um outro caminho ao que vem sendo
conduzido pela atual direção do Partido
dos Trabalhadores no país e no Rio Grande do Sul.
Para
a AE, não pode ser situação de normalidade uma direção partidária ficar sem reunir suas instâncias diretivas,
em pleno processo político eleitoral, como aconteceu em 2024.
Para a AE gaúcha,
uma resolução sobre politica de alianças,
aprovada em setembro de 2023, pelo Diretório Estadual do PT, não pode ser tratada
como uma peça fixada na parede e não usada para cobrar a sua observância nas
alianças acontecidas em 2024, como no caso clássico de Taquari. Com certeza
aconteceram outros.
Para a AE gaúcha, não podemos viver um processo de desmonte do estado, patrocinado por Eduardo Leite, bem como de enfrentamento sistemático ao Governo Lula, sem que haja opiniões e resoluções partidárias que orientem o conjunto dos nossos militantes e dirigentes para a denúncia e oposição ao governador tucano. Ele não é, e não será nosso aliado em futuros embates, engana-se quem quiser. Somos contra a ilusão aliancista com estes neoliberais dos pampas.
Também
não podemos concordar com a situação de precário acompanhamento do PT estadual
em relação ao conjunto dos nossos dirigentes municipais e regionais.
A manutenção deste caminho nos levará a derrota política na construção da nossa linha para 2026.
Reafirmando nossa nota de janeiro:
“Como
sempre fizemos, em respeito ao PT e à sua militância, tão logo se definam as
regras do PED 2025, apresentaremos o conjunto dos nossos documentos e opiniões e também ofereceremos uma candidatura para a
presidência do PT gaúcho. Nossas opiniões e candidatura serão um bom fermento
para ajudar na preparação da estratégia do PT
para o próximo período.”.
Coerente
com o expresso acima, a Articulação de Esquerda terá opinião sobre a tática política para 2026, sobre
a política de alianças, sobre o programa de governo e sobre as candidaturas que
devem representar o nosso projeto político. A mesma será construída nas nossas
instâncias, e as decisões serão tomadas por quem decidir livremente participar.
Nossa síntese
será coletiva e será a expressão da construção dos militantes que
quiserem ser sujeitos desta jornada.
20 de janeiro de 2025
Executiva Estadual da AE

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