Se o PT gaúcho se reconstruir em 2025, haverá vitória em 2026



 A Direção Estadual da Articulação de Esquerda emitiu uma nota, no final do mês de janeiro, intitulada “O PED QUE QUEREMOS” ( aqui )

A mesma parte de uma avaliação de que vivemos um momento muito difícil para o andamento do nosso projeto, tanto no país como no estado.

Esse é o debate que pretendemos fazer, nos Congressos Municipais, Estaduais e Nacional da Articulação de Esquerda. O primeiro aconteceu, e foi na cidade de Porto Alegre.

Em primeiro lugar, acreditamos que este debate precisa ser feito de forma coletiva, ouvindo o conjunto dos militantes da Articulação de Esquerda e, numa segunda etapa, do Partido dos Trabalhadores; portanto, não devem haver formulas mágicas e prontas que sejam oferecidas, de cima para baixo, sem a devido diálogo com a base militante, seja ela política e social.

Como disse a nossa nota da Executiva da AE Gaúcha de janeiro:

Para a Articulação de Esquerda, essa tarefa cabe ao conjunto da militância filiada ao Partido dos Trabalhadores.

A síntese que precisamos construir precisa ser resultado do bom debate, em cada município, com uma grande mobilização que convoque os nossos militantes para a boa luta. Não acreditamos em vitória como resultado de acordos superficiais e feitos pelo alto, excluindo os milhares de lutadores e lutadoras que fazem parte do nosso partido.”

Em segundo lugar, temos a convicção de que o PT gaúcho precisa adotar um outro caminho ao que vem sendo conduzido pela atual direção do Partido dos Trabalhadores no país e no Rio Grande do Sul.

Para a AE, não pode ser situação de normalidade uma direção partidária ficar sem reunir suas instâncias diretivas, em pleno processo político eleitoral, como aconteceu em 2024.

Para a AE gaúcha, uma resolução sobre politica de alianças, aprovada em setembro de 2023, pelo Diretório Estadual do PT, não pode ser tratada como uma peça fixada na parede e não usada para cobrar a sua observância nas alianças acontecidas em 2024, como no caso clássico de Taquari. Com certeza aconteceram outros.

Para a AE gaúcha, não podemos viver um processo de desmonte do estado, patrocinado por Eduardo Leite, bem como de enfrentamento sistemático ao Governo Lula, sem que haja opiniões e resoluções partidárias que orientem o conjunto dos nossos militantes e dirigentes para a denúncia e oposição ao governador tucano. Ele não é, e não será nosso aliado em futuros embates, engana-se quem quiser. Somos contra a ilusão aliancista com estes neoliberais dos pampas.

Também não podemos concordar com a situação de precário acompanhamento do PT estadual em relação ao conjunto dos nossos dirigentes municipais e regionais.

A manutenção deste caminho nos levará a derrota política na construção da nossa linha para 2026.

Reafirmando nossa nota de janeiro:

“Como sempre fizemos, em respeito ao PT e à sua militância, tão logo se definam as regras do PED 2025, apresentaremos o conjunto dos nossos documentos e opiniões e também ofereceremos uma candidatura para a presidência do PT gaúcho. Nossas opiniões e candidatura serão um bom fermento para ajudar na preparação da estratégia do PT para o próximo período.”.

Coerente com o expresso acima, a Articulação de Esquerda terá opinião sobre a tática política para 2026, sobre a política de alianças, sobre o programa de governo e sobre as candidaturas que devem representar o nosso projeto político. A mesma será construída nas nossas instâncias, e as decisões serão tomadas por quem decidir livremente participar.

Nossa síntese será coletiva e será a expressão da construção dos militantes que quiserem ser sujeitos desta jornada.


20 de janeiro de 2025

Executiva Estadual da AE




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