Será um momento do PT realizar um profundo balanço da situação política internacional, em tempos de avanço da extrema-direita e do aumento da polarização dos EUA/Trump com a República Popular da China.
Será o momento do PT reafirmar a importância estratégica da unidade e solidariedade regional dos partidos, movimentos sociais e governos populares. Será o momento de aumentar a solidariedade ao povo e da causa palestina. Será o momento de fortalecermos o papel e ação dos BRICs.
Será um momento de atualizarmos a nossa leitura sobre a situação política do país, em especial das conquistas e avanços do governo Lula 3, mas também de seus limites e dificuldades.
Será um momento para definirmos um melhor combate aos representantes do fascismo, exigindo prisão para todos os golpistas; mas também de denunciarmos a pressão da política neoliberal, pela do entrega do patrimônio público, pela retirada de direitos da classe trabalhadora, principalmente do conjunto dos mais pobres, com nítida submissão ao imperialismo. É necessário fortalecermos e construirmos o inverso: um caminho para um desenvolvimento com soberania nacional, integração regional, bem-estar social, liberdades democráticas e para o socialismo.
Será um momento de analisarmos a nossa organização partidária, o funcionamento das nossas instâncias, da nossa democracia interna e da relação com o conjunto dos movimentos sociais e partidos políticos vinculados ao campo democrático e popular.
Será o momento de avaliarmos como se encontra esta ferramenta construída pela classe trabalhadora, em cada um dos estados e em cada município. Precisaremos fazer um balanço do PT gaúcho, avaliarmos como se encontra esta ferramenta construída pela classe trabalhadora em cada município, para realizarmos um balanço da oposição ao governo neo-liberal de Eduardo Leite. Para assim, definir de forma correta, a estratégia política e eleitoral para retomarmos os rumos do Rio Grande do Sul para um projeto popular.
Para a Articulação de Esquerda, essa tarefa cabe ao conjunto da militância filiada ao Partido dos Trabalhadores. A síntese que precisamos construir precisa ser resultado do bom debate, em cada município, com uma grande mobilização que convoque os nossos militantes para a boa luta. Não acreditamos em vitória como resultado de acordos superficiais e feitos pelo alto, excluindo os milhares de lutadores e lutadoras que fazem parte do nosso partido.
Também discordamos de debates feitos nos órgãos de veiculação da mídia empresarial, que são aliados do campo adversário. O PT e a esquerda nunca se organizaram a partir de manchetes e matérias veiculadas em jornais que representam o pensamento do oligopólio da comunicação. Estes veículos da mídia sempre tiveram como objetivo derrotar o nosso projeto político democrático e popular, e consequentemente, sempre foram aliados de projetos neoliberais, de projetos conservadores, autoritários e fascistas. Este não é o nosso principal terreno de luta e disputa.
Como sempre fizemos, em respeito ao PT e à sua militância, tão logo se definam as regras do PED 2025, apresentaremos o conjunto dos nossos documentos e opiniões e também ofereceremos uma candidatura para a presidência do PT gaúcho. Nossas opiniões e candidatura serão um bom fermento para ajudar na preparação da estratégia do PT para o próximo período.
21 de janeiro de 2025
Direção estadual da tendência petista Articulação de Esquerda do Rio Grande do Sul.

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