A militância petista escolheu o segundo turno

O Partido dos Trabalhadores sempre se destacou por sua história de construção coletiva, participação da base e compromisso com o debate político aberto. É com esse espírito que nós, da Articulação de Esquerda, e de quem construiu a candidatura do companheiro Júlio Quadros e a chapa A Esperança é Vermelha, nos manifestamos publicamente em defesa da continuidade do processo eleitoral em curso, opinião expressa também pelo voto da maioria da militância petista gaúcha.

 Acreditamos que o segundo turno é uma etapa legítima e necessária para aprofundar o debate político com a militância, fortalecendo a democracia interna e reafirmando o papel ativo da base na definição dos rumos do partido para os desafios que estão por vir. Ademais, o voto dado pelos filiados/as foi em sua maioria em candidaturas que indicavam a necessidade de mudanças políticas e organizativas no PT.

 Valorizamos todas as iniciativas de diálogo entre os setores do partido em busca de consensos, embora ressaltamos que estas iniciativas precisam contar com a participação de todas as tendências, grupos e lideranças que participam do processo, e devem acontecer no momento adequado. Entendemos que, agora, cabe preservar o processo eleitoral.  A unidade do partido não se constrói artificialmente, por cima, mas com o protagonismo da militância e com a ampliação da mobilização e do debate.

  Neste sentido, entre as discussões a serem aprofundadas no segundo turno, estão:

 a/ como colocar a oposição ao governo Eduardo Leite em um patamar superior e em condições de barrar suas medidas que causam retrocesso social, econômico e político;

 b/ de que modo ampliar a presença organizada e coletiva do PT nas lutas junto aos movimentos populares, sindicais e sociais;

 c/ quais são as nossas medidas para reforçar a disputa ideológica e cultural na sociedade, polarizando tanto com o neofascismo quanto com o neoliberalismo;

 d/ como e com quais características construiremos uma alternativa política no Rio Grande do Sul, capaz de derrotar o projeto neoliberal e conservador das classes dominantes gaúchas e ajudar reeleger Lula em 2026;

 e/o que devemos fazer para que as nossas instâncias funcionem regularmente, com maior participação interna e com respeito às suas decisões.

 Seguiremos construindo nosso projeto político com compromisso, abertura e disposição para o debate, certos de que o fortalecimento do PT passa pelo envolvimento da base e pela valorização de sua pluralidade.

 A democracia interna nos une. E é com ela que o PT cresce.

 14 de julho de 2025.

 Direção estadual da Articulação de  Esquerda - RS

 


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