I. Apresentação
O X Congresso Estadual da tendência petista Articulação de Esquerda realizou-se presencialmente no dia 16 de maio de 2026, em Porto Alegre, no CPERS-Sindicato.
A pauta do X congresso foi a seguinte: i/situação política, eleições de 2026 e tarefas; ii/plano de trabalho e iii/eleição da nova direção estadual.
II. Situação política, eleições de 2026 e tarefas
1. O X Congresso Estadual debaterá as resoluções aprovadas no X Congresso Nacional da Articulação de Esquerda, realizado no dia 29 de novembro de 2025, a conjuntura estadual e a tática eleitoral para o PT e para a AE do RS, bem como renovará sua direção estadual, assim como anteriormente haverá renovado a direção de municípios que realizarem o seu respectivo congresso.
2. Construir a alternativa popular e democrática para o RS
3. O atual ciclo de hegemonia neoliberal no Rio Grande do Sul, iniciado por Sartori e aprofundado por Eduardo Leite, vive um momento de forte questionamento e existe a possibilidade de encerramento. O fato é que a promessa feita por Sartori, e continuada por Leite, de que as privatizações de empresas gaúchas, ao lado de políticas de retirada de direitos dos servidores públicos, criariam uma poupança para alavancar um novo período de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul, não se comprovou.
4. A peça orçamentária da LDO, enviada pelo governo do estado para a Assembleia Legislativa, prevê, para o ano de 2026, um déficit de R$ 3,8 bilhões. Além do descumprimento da vinculação dos 25% de Educação e dos 12% em Saúde, que são conquistas constitucionais. O déficit orçamentário e o descumprimento das vinculações constitucionais em Saúde e Educação não representam apenas uma falha técnica, mas uma escolha política que aprofunda as desigualdades estruturais no Rio Grande do Sul.
5.Tudo isso ocorre apesar de o estado estar livre de seus compromissos de pagamento de parcelas da dívida com a União por um período de 36 meses. E mesmo o estado recebendo volumosos recursos, oriundos do governo federal, para o enfrentamento das causas e consequências da Emergência Climática e da trágica inundação em 2024.
6. E agora, buscam criar 58 novos pedágios no RS, mostrando mais uma vez de que lado estão e com quem querem construir o futuro. Aliás, não é a primeira vez que este ideário neoliberal dirige o rumo dos gaúchos.
7. Na primeira oportunidade foi nos anos 1990, com Antônio Britto, que entregou a telefonia, parte da área de energia e assinou o ultrajante acordo de dívida com a União.
8. Esta tentativa foi interrompida pela vitória de Olívio Dutra e da Frente Popular em 1998. Nosso governo não privatizou nenhum parafuso, pagou o salário em dia dos servidores públicos, valorizou as carreiras, criou a UERGS, democratizou e universalizou a Expointer e implementou o Orçamento Participativo, assentou-se 5.500 famílias de sem terra.
9. O segundo momento de hegemonia neoliberal foi com Yeda Crusius, que seguiu na toada de retirada dos direitos e conquistas do serviço público estadual. Esta segunda tentativa foi interrompida pela vitória de Tarso Genro e da Frente Popular em 2010.
10. Nosso segundo governo recompôs e valorizou o serviço público, acabou com praças de pedágio, criou a EGR e conseguiu muitos milhões em recursos para investimentos em áreas estratégicas no estado.
11. Registre-se. Não é casual que os governos de Olívio Dutra e de Tarso Genro, o crescimento econômico do estado tenha ficado acima do crescimento nacional. Aliás, foram os dois únicos governos do RS, desde 1994, que isto ocorreu. No primeiro governo (9,8% no RS e 9,6% no BR) e no segundo governo(10,7% no RS e 9,7% no BR).
12. Agora vivemos um terceiro período de implementação do neoliberalismo, o mais longo e mais desastroso de todos, pois terminou de entregar o que restava de energia pública, privatizou-se o bem maior, a nossa água, acabou-se com fundações que produziam inteligência pública e negligenciou-se de vez a importância da saúde, educação e segurança pública. E registre-se, nestes 10 anos de neoliberalismo, o PIB do Estado cresceu 1/3 do Nacional (8,4% contra 29%); agora é hora de interrompermos esse terceiro ciclo.
13. Portanto, o centro da disputa tática no Rio Grande do Sul é construir uma significativa vitória de Lula no estado e retomar o rumo dos gaúchos para um projeto democrático e popular, que retome as experiências de participação direta e apoie, de forma prioritária, a classe trabalhadora e os pequenos e médios produtores do campo e da cidade.
14. Compreendemos que o dramático desmonte do Estado e dos serviços públicos não deve ser somente estancado. A onda de privatizações e terceirizações que alcançou desde a energia até escolas estaduais não só desarticulou a capacidade do Estado em ser alavanca de planejamento e desenvolvimento como trouxe enormes prejuízos à população. A recorrente falta de energia ou de água, por exemplo, gera sofrimento às famílias e aos pequenos e médios negócios. A iniciativa de retomada da água pública na cidade de São Lourenço do Sul, administrada pelo PT, deve servir de exemplo para o debate estadual.
15. Considerando que essa é nossa tática para o período, não devemos fazer nenhum aceno, especialmente no primeiro turno, em direção a um programa ou às lideranças políticas que sustentaram este projeto nos últimos 10 anos.
16. Nossa linha e discurso de campanha deve produzir uma síntese na sociedade de julgamento deste modelo, da sua inviabilidade e que o mesmo não entregou o que havia prometido. Assim, também afirmamos que a superação deste modelo não deve ser com base numa alternativa conservadora, excludente e autoritária, típica da extrema direita, de seus partidos e de seus programas.
17. Somente um programa e um campo de alianças com características democráticas, populares e trabalhistas são capazes de superar este momento.
18. Portanto, quem estiver ao nosso lado, deve estar comprometido com a união de todas as forças e lideranças políticas que defendem a soberania nacional, um programa que reconstrua e transforme o estado, que distribua renda e riqueza; portanto, em choque com a receita aplicada nos últimos 10 anos no Rio Grande do Sul.
19. Neste sentido compreendemos que a linha política de campanha, as alianças político-eleitorais e as diretrizes do programa de governo, devem estar coerentes com a leitura da situação do estado do Rio Grande do Sul.
20. Julgar os 12 anos de hegemonia neoliberal, mostrando claramente as suas ilusões e a realidade, e polarizar com a proposta da direita, mostrando que o seu projeto é excludente e propõe-se a recriar um estado onde uma minoria viva condições de primeiro mundo e a grande maioria viva condições de 3º e 4º mundo.
21. Neste sentido, as diretrizes gerais debatidas e aprovadas no Diretório Estadual do PT, no dia 28 de fevereiro, e posteriormente debatidas ao longo do primeiro semestre, com amplos setores sociais e populares, devem ter claramente este verniz.
22. A radicalidade democrática, com a participação efetiva da população nas suas decisões, a inversão de prioridades com a presença no Estado na efetivação de políticas públicas dirigida aos pequenos do campo e da cidade, aos pobres e aos trabalhadores no geral. Políticas públicas que enfrentem estruturalmente as violências praticadas contra as mulheres; e uma agenda ambiental que resgate vários compromissos apresentados durante o Fórum Democrático no ano de 2025.
23. Essas alternativas apontam para uma agenda de reconstrução que rompa com o círculo de austeridade e precarização. O futuro próximo coloca em disputa dois projetos: De um lado, a continuidade do ajuste fiscal permanente e do Estado mínimo. De outro, a possibilidade de um projeto que fortaleça o papel do Estado, recoloque o desenvolvimento econômico no centro e proteja e amplie os direitos sociais. Este pacto deve fortalecer o papel do Estado como garantidor de direitos, recolocando o desenvolvimento econômico a serviço da vida e da superação das desigualdades estruturais. O Rio Grande do Sul não pode seguir refém de uma austeridade que ignora as mudanças climáticas e a exclusão social; precisamos retomar um caminho de desenvolvimento sustentável com justiça racial, climática e de gênero. O dilema gaúcho é nítido: ou permanecemos acorrentados a uma austeridade que precariza a vida de quem mais precisa, ou iniciaremos uma reconstrução sustentável, com justiça social interseccional, fortalecendo o Estado para proteger as mulheres, a população negra e as comunidades vulnerabilizadas pelas desigualdades.
24. Nesse cenário, o PT deve afirmar-se como o polo de unidade das esquerdas e das diversidades. Isso implica construir alianças estratégicas com PSOL, PCdoB, PDT, PSB, PV e REDE; mas, fundamentalmente, enraizar-se nos movimentos sociais, nas periferias, nos territórios quilombolas e nas organizações de mulheres. Nossa tarefa é ampliar a frente democrática para além das siglas, consolidando um campo popular que enfrente a extrema direita e o conservadorismo, não apenas nas urnas, mas na disputa por um projeto de sociedade que proteja a classe trabalhadora em toda a sua pluralidade.
25.Foi com base nesta leitura que o Encontro Estadual do PT, construiu por unanimidade, com o apoio de 400 delegados/as, a pré-candidatura do companheiro Edegar Preto ao governo do estado e de Paulo Pimenta ao senado. Nossa compreensão era de que a disputa marchava para uma polarização com a extrema direita e que, nestas condições, a campanha de Lula precisava de uma candidatura majoritária alinhada com o projeto nacional e com a necessária nitidez programática para o RS.
26. Por isso, expressamos em documentos e por três vezes defendemos diante da Executiva Nacional do PT, em particular ao seu presidente Edinho Silva, a correção da política de dois palanques, pois haveria mais potência política e eleitoral.
27. Ocorre que no dia 07 de abril de 2026, a partir da maioria do GTE Nacional e da maioria da Executiva Nacional do PT, foi aprovada uma política contrária à resolução consensual do PT/RS. Foi aprovada uma intervenção política, alterando a nossa tática eleitoral e impondo uma candidatura ao governo do estado, sem que a mesma tenha sido discutida e aprovada em encontro estadual do nosso Partido.
28. Tal decisão fará com que o PT gaúcho, pela primeira vez, em 44 anos, desde que foi retomado o processo de eleição direta para o governo do estado, não tenha um filiado seu disputando a vaga de governador do estado do Rio Grande do Sul.
29. A disposição da direção estadual da Articulação de Esquerda e da respectiva direção nacional era de recorrer ao diretório estadual do PT e remeter o debate para a reunião do diretório nacional do PT, instância superior à sua executiva nacional.
30. Isto acabou não acontecendo porque o companheiro Edegar Pretto abriu mão de sua pré-candidatura, antes que as instâncias partidárias se reunissem.
31. Enfrentaremos um quadro político inédito para o PT gaúcho, e por isso mesmo, exigirá um empenho e dedicação superior para que o resultado político e eleitoral seja aquele desejado e projetado pelas nossas direções partidárias.
32. Neste sentido, devemos, imediatamente, construir os pressupostos da aliança com o trabalhismo. Pois, como a mesma foi aprovada de cima para baixo, devemos alinhar o substantivo, os pressupostos da mesma.
33.Devemos apresentar à direção da candidatura de Juliana Brizola, a nossa leitura de período, nossa visão de discurso de campanha, a defesa intransigente da candidatura de Lula, as diretrizes do programa de governo, tendo como base a resolução do diretório estadual de 28 fevereiro. E como somos oposição ao governo Leite, o pedido para que os trabalhistas deixem todos os cargos que ainda ocupam.
34. Alguns pontos conseguimos garantir na carta ao povo gaúcho, mas será um processo permanente de disputa. Primeiro sobre a linha de campanha; segundo, sobre a necessidade de julgar e rejeitar os 12 anos de neoliberalismo e, terceiro, apresentar-se como alternativa capaz de derrotar a extrema direita e retomar o Rio Grande para o seu povo, de forma alinhada ao projeto liderado por Lula no país.
III. Plano de trabalho para 2026 e 2027
Introdução
35. Como em tantos outros momentos nos 33 anos de vida da tendência petista Articulação de Esquerda, precisamos de mais dedicação, mais esforço militante, muito mais vínculos com a classe trabalhadora, muita capacidade de elaboração, para disputar os rumos do PT. Isso é necessário porque, nessa época histórica em que vivemos, seja no mundo, seja na América Latina e Caribe, seja no Brasil, só a existência de um Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras à altura destes tempos de crise e de guerras permitirá a vitória do socialismo.
36. A maior ameaça à sobrevivência do PT vem, hoje, da postura adotada por alguns setores, cuja prática e cujas concepções apontam no sentido de converter o PT em um partido tradicional. Seguiremos trabalhando para derrotar estas posições, o que exige uma postura distinta daqueles que capitulam ao pragmatismo em troca de pequenos espaços, cargos e salários.
Balanço da atual direção
37. Antes de aprovarmos um plano de trabalho para o próximo período, cabe fazermos um balanço para identificarmos acertos, erros e insuficiências, no sentido de que a próxima direção tenha uma leitura de como e por onde agir visando nossos objetivos táticos e estratégicos.
38. A atual direção foi eleita no 8° congresso estadual da AE, realizado em 11 de novembro de 2023. Haviam duas chapas e duas teses que representavam visões distintas sobre os rumos e a disputa do PT gaúcho e, inclusive, sobre os métodos e a forma de construção da tendência. A direção eleita recebeu mais de 80% dos votos dos delegados/as presentes e foi composta por 30 companheiros/as. Nestes 2 anos e 6 meses, a direção fez um esforço de reconstrução política e organizativa da Articulação de Esquerda do RS.
38. Ainda nos primeiros meses de 2024, entre março e abril, realizamos a Jornada de Formação e Organização em dezenas de municípios. Foi um esforço de estreitar os laços com a militância nos territórios, contribuir na organização e debate da nossa tendência nos municípios e também na preparação das eleições municipais daquele ano. Ao final dessa etapa, construímos um momento político estadual, com a realização da plenária de Formação e Organização, nos dias 27 e 28 de abril daquele ano, que, além do debate sobre conjuntura e eleições, teve um espaço sobre trabalho de base e outro de organização das setoriais. O ano de 2024 ainda seria marcado pelas enchentes e as eleições municipais, onde participamos com candidaturas majoritárias e proporcionais, elegendo importantes companheiros e companheiras.
39. Em 2025, entre o fim de janeiro e início de fevereiro, realizamos uma caravana com o companheiro Valter Pomar e dirigentes estaduais pelas cidades de Pelotas, Santa Maria, Palmeira das Missões, São Leopoldo, Porto Alegre e Caxias do Sul. Posteriormente, realizamos congressos municipais e em 5 de abril o nosso 9° congresso estadual, onde definimos a chapa e candidaturas próprias ao PED daquele ano. Sofremos uma dissidência durante esse processo, que vinha se desenhando desde o 8° congresso; mas, o próprio PED, a intervenção política da nacional na tática do PT/RS, além de outros fatos, demonstraram o acerto da nossa política. E mesmo com essas circunstâncias difíceis, fomos a 3° chapa estadual mais votada e por pouco não levamos o companheiro Júlio Quadros ao segundo turno na eleição para presidente do PT/RS. Asseguramos 3 vagas na executiva e 9 no diretório.
40. Acerca da formação política, além da jornada de formação e organização do início de 2024, realizamos o seminário sobre o governo Olívio Dutra, apoiamos e estimulamos a retomada dos acampamentos da juventude da AE, que neste ano chegou a terceira edição consecutiva, articulamos a vinda da companheira Natália Bonavides para debate sobre os desafios do PT para o Brasil, bem como, estamos à frente da organização do curso de formação política da ELAHP, que acontece nos dias 30 e 31 de maio do corrente ano. Ademais, organizamos um livro sobre a experiência do governo da Frente Popular, como desdobramento do seminário.
41. No tema da comunicação, criamos um blog da AE Gaúcha (https://pagina13rs.blogspot.com/), um informativo da deae (AÊ Informa), uma página no instagram, além de buscar manter atualizada a comunicação nos grupos. Também organizamos duas edições impressas do jornal Página 13 voltadas ao Rio Grande do Sul.
42. A deae reuniu-se muitas vezes, embora não com constância e o quórum desejáveis em algumas oportunidades. Por outro lado, a executiva conseguiu manter uma rotina de reuniões semanais durante todo esse período, o que foi fundamental em termos organizativos e para executar as nossas decisões políticas. Não nos eximimos de ter opinião política sobre os assuntos. E todas as nossas decisões foram tomadas dentro das instâncias, seja na executiva, deae, plenária ou congressos. Mesmo acerca de temas muito sensíveis e difíceis, como a tática eleitoral das nossas candidaturas proporcionais para 2026, priorizou-se o debate nas instâncias ou em diálogos indicados pela direção, embora não tenhamos chegado, na opinião de parte da direção, à tática mais ajustada e adequada.
43. Sobre as nossas frentes de atuação, estamos com significativa debilidade organizativa e política, o que se coloca como um dos grandes desafios para o próximo período. A JAE, que estava em situação muito crítica no início desta direção, hoje já está mais organizada e em melhores condições políticas. Mas precisa de um apoio ainda maior do conjunto da tendência, principalmente no sentido de organizar a JAE onde temos presença orgânica, com destaque para a região metropolitana. Também avançamos em nossa organização e presença na área da saúde. Contudo, outras frentes, como a institucional, mulheres e sindical estão com muitas dificuldades de articulação e construção política comum, de conjunto. Não que não tenhamos presença, mas falta avançarmos no sentido de termos mais direção coletiva, maior organização e mais formulação. Importante que a próxima direção faça um acompanhamento maior, estimule a organização de encontros e auxilie para que estas frentes organizem um plano de trabalho.
Plano para a próxima direção
44. Aprovamos o seguinte plano de trabalho para o conjunto da tendência para o biênio de 2026/2027, plano cuja implementação está a cargo da direção estadual eleita no X Congresso.
45. A direção estadual deverá manter e intensificar o acompanhamento e a visita aos municípios onde temos militância, inclusive contribuindo no planejamento do trabalho municipal da tendência, na organização de cursos de formação política aberto a todos os petistas e simpatizantes e de plenárias municipais.
45. Realizar, ao longo de 2026 e 2027, plenárias estaduais virtuais ou presenciais de cada uma das frentes onde temos atuação (juventude, agrária, saúde, educação, mulheres, sindical, cultura, etc.). Estas plenárias devem incluir, no seu respectivo plano de trabalho, metas objetivas de inserção em cada setor. A Direção Estadual da AE definirá a/o dirigente responsável por acompanhar as frentes de atuação.
46. Orientar cada município a incluir, no seu respectivo plano de trabalho, metas objetivas de inserção junto a classe trabalhadora: presença em sindicatos, em movimentos sociais, no trabalho cultural e nos territórios de moradia, trabalho e educação, bem como a constituição de núcleos de base do Partido.
47. Orientar cada cidade a incluir, no plano de trabalho, metas concretas de ampliação da nossa presença no PT: filiações, nucleações, atividades formativas, atividades políticas, criação de centros culturais etc. Desenvolver experiências comunitárias como cozinhas solidárias e cursinhos populares e colaborar com a organização cooperativa de atividades produtivas desempenhadas nos territórios.
48. Convocar uma plenária virtual da AE Gaúcha para debater o tema comunicação (na sociedade, no Partido e na tendência). Cabe a esta plenária aprovar propostas acerca da política estadual de comunicação da AE, em particular, sobre o papel e articulação dos instrumentos de que já dispomos: redes sociais (Instagram e facebook), grupos de zap, edições estaduais do jornal Página 13 e edição de livros.
49. A independência política pressupõe independência material. A direção estadual precisa organizar atividades que gerem recursos financeiros, sem concorrer com a contribuição militante anual obrigatória. E convidamos toda a militância a vender o livro publicado pela ELAHP "Como chegamos lá: uma leitura política do governo Olívio Dutra (1999-2002).
50. Realizar uma plenária virtual ou presencial para organizar um plano estadual de formação política da AE Gaúcha, incluindo atividades nos municípios, jornada estadual, a ELAHP/RS e atividades setoriais, um curso de aprofundamento para a direção da AE no início de 2027, um ciclo de formação para lideranças municipais entre 2027 e 2028, além de fortalecer a política de formação do Partido.
51. Contribuir para fortalecer as instâncias estaduais do PT, com ampla e constante presença, formulação política e contribuição em suas tarefas, especialmente as sob nossa responsabilidade. Trabalhar e lutar para que a tática eleitoral do PT/RS e da AE seja exitosa em 2026.
IV. Direção estadual
52. Os integrantes da nova direção estadual, além da capacidade política dirigente, precisam ter disponibilidade e disposição de participar de reuniões e assumir tarefas.
53. O X Congresso elegeu uma direção estadual com vinte e um integrantes. A executiva será composta na primeira reunião desta DEAE/RS.
Adelia Menezes dos Santos; Ana Affonso; Ailton Croda; Guilherme Bourscheid; Joceli Veadrigo (Picola); Juliana Ferreira; Júlio Quadros; Lucia Camini; Luiz Eduardo Bonetti; Marcos Jakoby; Manu Somavila; Maristela Machado; Marlene Marsango; Mateus de Marco; Nelson Spolaor; Oscar Lopes; Paty Affonso; Rodinei Rossetto; Simone Peña; Sandro Della Mea Lima; Valquíria Bispo.
A Executiva será composta na primeira reunião desta DEAE/RS
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