Sobre a definição da representação do PT na disputa eleitoral do RS em 2026

 A tendência petista Articulação de Esquerda compreende que o Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul deve apresentar seus nomes para a disputa do governo gaúcho e para a disputa de vaga ao Senado.

No entanto, estes nomes devem expressar o debate estratégico para 2026, onde enfrentaremos as forças políticas de direita, da extrema-direita e os representantes diretos de Trump & Bolsonaro; também, devemos ter nomes que disputem o processo eleitoral em condições de assegurar a vitória do campo popular e por  fim ao ciclo neoliberal no estado.

Nosso nome ao governo do estado deve representar a estratégia descrita acima e um programa de mudanças profundas no RS, com a retomada da participação popular, de um projeto de desenvolvimento que assegure melhores condições de vida e trabalho ao povo gaúcho, de valorização dos serviços públicos e suas respectivas estruturas. O Seminário “Como Chegamos Lá”, bem como o livro que será publicado, que faz referência ao processo da conquista do governo do Estado em 1998, podem ser um, entre tantos, instrumentos que ajudem na reflexão das estratégias para 2026 e os próximos anos. O mesmo traz conteúdo sobre concepção e organização partidária, bem como escolha de prioridades de um governo democrático e popular frente a um contexto de polarização política e social.

Nos espaços partidários, alguns nomes têm sido citados e lembrados para a disputa majoritária. É o caso do presidente da CONAB, Edegar Pretto, e do ex -ministro da Secom, Paulo Pimenta. No entanto, estes nomes - e outros que venham a ser apresentados - precisam ser construídos e definidos à luz da orientação política e dos debates no calendário e métodos definidos pelo diretório estadual, desembocando no  encontro estadual previsto para  novembro ou dezembro. Importante também que, assim que possível, o PT  reúna-se, enquanto instância partidária, com o senador Paulo Paim para saber da sua disposição ou não em concorrer em 2026, tendo em vista gestos e ações do movimentos sindical e outros setores sociais e políticos para que concorra à reeleição. 

O resultado dessa construção política deve ser apresentado ao debate com os partidos populares, ou seja o PCdoB, PSOL, PSB, PDT e setores democráticos buscando construir uma unidade política e programática. Nossa aliança deve ser política, social e eleitoral. Deve ter coerência com a defesa do projeto liderado por Lula no país e coerência na oposição ao neoliberalismo dos governos de Eduardo Leite.

Compreendemos que o  PT, que lidera a oposição ao governo (ex)tucano, tem força política, social e eleitoral e legitimidade para apresentar candidatura própria ao governo do estado e construir uma frente democrática e popular . Reconhecemos a existência de nomes no campo popular, como Juliana Brizola(PDT) e Manuela D'ávila, hoje sem partido, e que ambos podem compor uma chapa potente.

Dialogaremos com todas as forças políticas do PT e pré-candidaturas para expressar nossas opiniões. Contribuiremos e trabalharemos para que, no processo e calendário estabelecido pelo diretório estadual, o PT defina por meio de suas instâncias e seus fóruns a tática eleitoral mais adequada para a batalha de 2016.

29 de agosto de 2025
Direção estadual da AE

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