Declaração política da tendência petista Articulação de Esquerda do RS sobre a vice-presidência do PT
Na última sexta-feira, dia 30 de maio, a companheira Ana Inês Affonso foi sumariamente retirada do grupo de wattsap e da instância da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores.
Um ato, em primeiro lugar, desrespeitoso com a trajetória política de mais de 27 anos de militância, e que, em 2019, foi candidata à presidência estadual do PT. E em 2023 foi novamente colocada como uma alternativa real para dirigir o PT Estadual. Um ato inábil, pois ninguém a comunicou que isto aconteceria neste período e desta forma.
Em segundo lugar, tal formalização sequer solicitou que a sua corrente, Articulação de Esquerda, e a própria militante, Ana Affonso, informassem, diante da situação posta, qual instância executiva a mesma decidiria permanecer, no caso, a executiva estadual ou a municipal.
Em terceiro, tal atitude não foi tomada por nenhuma instância partidária, pois instâncias são Congresso/Encontro, Diretório Estadual e Executiva Estadual. O que é grave, pois dirigentes acabam avocando para si, ou para estruturas meramente operacionais, uma legitimidade que não possuem.
O que fica cada vez mais evidente é que integrantes desta instância, ou a mesma, em alguns casos, possui um zelo sazonal com o estatuto partidário bem como com as decisões relativas a política partidária no seu cotidiano. De qualquer maneira, salientamos que a companheira Ana Affonso assumiu a presidência do PT de São Leopoldo num contexto extraordinário, de crise relacionada às enchentes e da renúncia do então presidente do PT para assumir um posto importante no combate à crise climática na cidade. Situação de amplo conhecimento.
Por outro lado, cabe lembrar duas situações que foram demandadas por esta tendência e que até agora não tiveram uma resposta.
A primeira diz respeito a nossa política de alianças para o pleito municipal de 2024, que entre outros limites, vedava o apoio a candidaturas a prefeito de figuras filiadas ao partido do governador do estado, no caso o PSDB. As mesmas se ocorressem deveriam ser aprovadas por um instância estadual. Pontuamos para esta instância o caso de Taquari. No entanto, nada foi feito, nenhuma resposta obtivemos, e certamente aquela aliança deu-se sem aval de nenhuma instância legítima do PT, leia-se Diretório e/ou Executiva Estadual.
Um segundo exemplo diz respeito a representação da AE na Executiva estadual do PT. Desde dezembro de 2023 encaminhamos, em pelo menos três oportunidades, a entrada de Júlio Quadros no lugar de Adriano Oliveira. O que aconteceu foi que integrantes desta instância ficaram presos a armadilhas burocráticas, desrespeitando escancaradamente a democracia e a história do Partido. E hoje chega-se a situação ridícula, que a AE e a Esperança É Vermelha, que fez 22% do PED de 2019, possui, no momento da leitura deste texto, uma integrante nesta instância.
Diante deste breve relato, que recupera contradições de método e de conteúdo vivenciados nesta instância, ao longo desta gestão, situações que serão informadas ao conjunto do PT, neste processo de renovação das nossas direções, até para que o nosso Partido não reincida em erros graves que deformam a nossa história e trajetória, reafirmamos o seguinte:
-Existe uma decisão da direção estadual da Articulação de Esquerda e da chapa A Esperança é Vermelha de ingresso de Júlio Quadros no lugar de Adriano Oliveira. Este segundo militante não possui mais nenhuma legitimidade, pois não representa as nossas ideias e proposições para o PT gaúcho. Inclusive o mesmo assina uma outra chapa, deixando claro a escolha de um outro caminho;
-Segundo, conforme documento da direção nacional da Articulação de Esquerda, informado e lido nesta instância, Adriano Oliveira e Nasson Santana não falam e não representam mais a nossa corrente. Ambos assinam uma outra tese e reivindicam um outro agrupamento e não têm mais legitimidade para permanecer nesta instância estadual em nosso nome e deveriam ser imediatamente substituídos por indicações da Articulação de Esquerda;
-Por fim, diante do ocorrido na última semana, do desrespeito praticado contra a militante Ana Affonso, a mesma não possui as condições adequadas para permanecer neste espaço, e indicamos o nome da professora Lúcia Camini para substituí-la na vice presidência do PT gaúcho.
1° de junho de 2025
Executiva estadual da AE
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